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Sou um crítico mordaz da Igreja Universal do Reino de Deus, fato facilmente comprovado por leitores que acompanham o blog mais de perto. Quem me conhece mais de perto então, é testemunha da minha mais bela acidez..

Ocorre que todo dia, enquanto caminho pela região da Consolação, passo em frente a um templo desses magnatas da fé encabeçados por Edir Macedo.

O local era o antigo Teatro Bandeirantes, onde gente como Elis Regina se consagrou em shows inesquecíveis. Triste fim de Policarpo Quaresma, diria meu chefe.

Mas o que quero dizer é que assisti uma cena pitoresca ao passar pelo templo dia desses. Ocorre que olhando para dentro do lugar, dia desses, flagrei um morador de rua no último banco.

Evidente que ele estava ali para, à saída das pessoas que dão algum ao bispo – e nunca a deus – para gorjear algum trocado.

Mas o interessante nisso tudo é que, ao menos no templo do Macedo, o mendigo pode ficar ali fazer concorrência. O que, numa igreja católica de quatro costados, talvez não fosse possível.

Mas ponderemos ainda outra coisa: se o mendigo começar a fazer dinheiro, certamente o pastor abandonará a pregação para reter-lhe um dízimo. Afinal, templo é, principalmente, dinheiro.

Anderson Passos