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Fui assistir ao documentário do Nelson Pereira dos Santos e da Dora Jobim sobre o maestro soberano Tom Jobim.

A nota triste é que não mais do que vinte expectadores na sala. Até o começo da película, a fila onde eu me encontrava era somente minha.

Então o filme começou com Gal Costa entoando Se Todos Fossem Iguais a Você. Desabei na cadeira a chorar. Nessa altura, o setor do cinema onde estava já contava com mais uma senhora. Mas a sala escura nos torna multidão e chorei.

Chorei vendo Elis, vendo Nara, vendo Tom, os olhos azuis de Sinatra, Judy Garland numa surpreendente interpretação da clássica Insensatez. Saudei a gigante do jazz Ella Fizgerald e outros mestres.

Por fim, agradeci ao maestro por imprimir em sua música uma radiografia de um Rio de Janeiro que ficará apenas na lembrança. E nas suas notas mágicas.

Anderson Passos