Muito trabalho e algum turismo em Sampa (Final)

Bem, como disse no primeiro post desta série, a ida ao centrão, como os paulistas chamam, já estava planejada e assim foi. No entanto, não fui solo. Me fiz acompanhar pela colega jornalista Vicky Furtado, sobrinha da Thaís Furtado, e radicada por aqui há mais de um ano. E percorremos tudo a pé em cinco horas de caminhada com breves intervalos, um mais longo e já explico por que.

Nos encontramos na Avenida Paulista e, em menos de 30 minutos a pé, estávamos na avenida São João e chegamos à esquina famosa com a Ipiranga. Mas não deu tempo de ficar bestificado porque olhando adiante vi os famosos edifícios Itália e Copã, o último projetado por Oscar Niemayer.

Antes de nos encontramos, folheei um guia em casa e li que num desses dois prédios havia um restaurante e um bar, de onde se poderia avistar toda a cidade. Cautelosa, a minha acompanhante disse tratar-se do Terraço Itália, localizado no prédio homônimo. Mas, de antemão, proibiu-me a ousadia.

As luzes brancas indicam a Ipiranga, não muito longe do cruzamento com a São João

Das janelas do Terraço Itália pode-se ver a famosa esquina da Ipiranga com São João

— Caro. Impossível. Caro não, caríssimo – assegurou.

Lembro de estar vestido simplóriamente. Trajava surradas calças jeans, meu trukão (o tênis que mais parece ter um solado de trator) e uma camisa banal.

E, mesmo com esse quadro, contrariei minha acompanhante e convidei-a a subir comigo.

Chegando lá em cima tivemos um breve preview da paisagem. Não satisfeito e com algum no bolso, fiquei mais decidido a entrar. E eu e minha acompanhante saímos marchando com R$ 15,00. Como era meio de tarde, fora do horário do almoço, o preço era mais em conta.

Almoçar ali nos sairia, por baixo, R$ 100,00. Daí que optamos por experimentar nobres casquinhas de siri a R$ 22,00 cada, além de dois modestos copos de suco, estes ao custo total de R$ 12,00. Se me perguntarem se valeu a pena, devo dizer que sim. Afinal, a visão que se tem de lá é indescritível. Vê-se toda a ilha de concreto num espaço que parece infinito. Da janela onde ficamos, a famosa esquina que Caetano cantou vira um pequeno formigueiro.

Depois da visão magnífica, fomos à Sé, ao tal marco zero e depois ao bairro japonês da Liberdade, onde só faltou a chuva para fechar o tempo e ainda mais as já estreitas ruas. Destaque para a culinária japonesa fartíssima por ali, mas observada atentamente por lojas do Habib’s e do Mac Donalds.

Depois disso, a tarde caiu. Já de volta à Avenida Paulista, despedi-me da Vicky com o compromisso de visitarmos ainda a Estação da Luz, o Museu da América Latina e a Galeria do Rock. E lá se vão meses que não a vejo. E meses que minhas andanças de turista se veem interrompidas.

Imagem de Divulgação extraída do site Grupo Viagem do Uol

Anderson Passos

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