Telefonema

Como sabem, e está dito em posts e outros pontos deste humilde blog, estou submergindo da marola do Lula o que, em outras palavras, significa que estou desempregado, mas chegando perto de me encontrar profissionalmente.

Na semana que passou, almocei com a jornalista Gláucia Milício, ex-colega de redação na revista Consultor Jurídico e com a qual tenho uma afinidade absurda desde o primeiro dia. Se há algo que se possa dizer da nossa amizade é exatamente isto: podemos dividir tudo e nos ajudarmos igual e cegamente, sem qualquer reserva.

Pois nesse almoço, como em nossas conversas todas, sempre pairam no ar os meus apertos da vida pessoal, do dia a dia no manicômio em que se tornou o apartamento onde vivo e, evidente, a questão do desemprego, que muito me afeta e preocupa sempre que a cabeça pousa no travesseiro.

Atuei como repórter da Conjur entre junho e setembro de 2008 e, atraído por uma oferta financeira realmente financeira absurdamente tentadora, tive de deixá-los. No entanto, como se sabe, o meu sonho de ganhar bem, ainda que trabalhando alucinadamente, durou pouco. Mais especificamente até dezembro do ano passado, quando a marola me pegou com o impacto de um tsunami.

E foi com um imenso sentimento de vergonha que tornei a contatar meus colegas da Conjur para avisar do que acontecera. A receptividade, no entanto, foi uma surpresa e das mais agradáveis. Não houve quem ficasse indiferente e, de todos eles, só ouvi que teria ajuda. E ela veio num crescente.

Devagarinho foram surgindo degravações de entrevistas que, se me destronavam os tendões, dado que trabalho num notes, com um teclado quase sempre lesivo às mãos, me permitiam forrar a geladeira.

Não demorou muito e esse árduo trabalho passou a completar decisivamente a renda do aluguel. E, mais recentemente, ele ganhou dimensão ainda maior já que fez-se responsável por, seguramente, 90% da minha renda mensal. E assim, não só o aluguel, não só a geladeira, mas também o meu acesso à rede mundial de computadores era fruto da minha dedicação à Conjur.

Na sexta-feira passada (3/7), o meu amigo e mestre Maurício Cardoso, diretor de redação do site jurídico, me acenou com um freela de um mês. E, evidente, aceitei no ato. A seguir, nova ligação anunciando que eu tinha mais uma extensa degravação a fazer, o que fará com que eu possa ter o meu melhor faturamento em 2009. E, até o momento em que escrevo, não caibo em mim de alegria pela confiança que eles me emprestam.

Daí que, comemorando notícia com a Gláucia numa conversa pela internet, li do empenho dela mesma, do bom mineiro Maurício e ainda da chefe de redação (e grata amizade), Aline Pinheiro, para que eu pudesse regressar. E mesmo que o regresso seja por um mês, já terá valido à pena pela companhia diária desses amigos de fé.

Anderson Passos

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