O poder da gata

Neste final de semana assisti a meu primeiro show internacional desde que passei a morar em São Paulo. Minha aventura anterior se dera no Bar Brahma, onde realizei o sonho de assistir os Demônios da Garoa.

Mas, como referi acima, trata-se de um show internacional. Registre-se que não é o primeiro show de banda estrangeira que assisto em São Paulo. Já havia estado aqui em 31 de janeiro de 1998, para assistir a Popmart, do U2.

Mas chega de tergiversações. No sábado passado (18/7), resolvi encarar o show de uma grata surpresa musical que me foi apresentada pela minha amada Juliana de Brito. Uma cantora americana chamada Cat Power. A moça está no Brasil para duas apresentações de divulgação do álbum Jukebox, onde ela apresenta números de outros artistas.

A Ju, que é também minha consultora neste blog, apresentou-me a cantora americana através de um link do Youtube e encantei-me. Cat Power, cujo nome verdadeiro é Chan Marshal, tem 37 anos, não gosta de flashes ou entrevistas e já teve problemas com álcool. Isso é o que a imprensa gosta de “assuntar” dela.

Confira abaixo um dos links com a artista entoando o sucesso Lived in Bars.

O timbre dela remete à Chrissie Hynde. Mas são ecos. O fato é que a voz rouca de Cat Power tem o poder de derrubar o ouvinte, no melhor sentido da palavra. E não bastasse isso, a moça e sua competente banda ousam em suas covers com roupagem totalmente estranha ao original. E, felizmente, não raro, com acertos. Caso da clássica New York, imortalizada pelo blue eyes Sinatra.

No show, a sempre descalça Cat Power zanza de um lado para o outro com passadas pausadas e que, vez em quando, se parecem muito com a dança indígena de Jim Morrison. Aliás, a sonoridade da banda lembra muito Radiohead, com ecos de Krafwerk e uma pitada dos Doors.

Mas, se no Youtube vemos a moça cercada de naipes de cordas, metais e ainda um coro, nessa passagem pelo Brasil a banda chega enxuta, mas nem por isso menor em qualidade. Destaque para o baterista Colin Huebert que tem um estilo único de segurar as baquetas e fazer seu som. É um sujeito que realmente gosta de correr riscos. Em dados números musicais, o braço esquerdo do sujeito pausa no ar e o espectador sente que ele não vai fazer sua nota musical em tempo. Ledo engano.

Outro cover que surpreende é Fortunate Son, do Creedence, totalmente redesenhado e que, nos momentos finais, tem pitadas de Simpathy for the Devil, dos Stones. Também não faltaram no show Live in Bars e The Greatest, essas da própria moça e que fizeram a massa vibrar.

No final do show, Cat Power finalmente se entregou a seus súditos. Ela, que começara a noite com um limitado “oi” para a platéia numerosa, despediu-se do público acolhendo os presentes que lhe eram dados e devolvendo em troca sorrisos e flores.

E eu que começara a noite encarando o show com desconfiança leve, já que o show seria basicamente de covers, baixei a guarda e me rendi à artista.

Confira abaixo a performance da moça em Don’t Explain.

Anderson Passos

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