Sinceridade en persona

Cobrindo o cotidiano do governador de São Paulo, e com o adendo de morar longe do jornal, o almoço é a refeição mais enforcada do dia.

Nos meus dois primeiros dias de trabalho, simplesmente tive de sufocar a fome e os saltos ornamentais da minha úlcera – o nome dela é Lúcia Helena – e tocar o trabalho.

Nesta quinta (6/8), no entanto, a fome e a dor de cabeça de dois dias de jejum forçado falaram mais forte. Daí que ingressei no Morumbi Shopping, nas proximidades do jornal, e resolvi encarar uma dobradinha de hambúrguer com um sanduíche de queijo cheddar no “MacLixo”.

Curioso foi quando fiz o pedido no balcão vazio — eram 11h30min. A menina que me atendeu ouviu sobre os sanduíches e tascou.

— Moço, assim vai ficar inchado. Um suquinho pra dar uma quebrada, né?

E eu parei para ouvir. E ela seguiu.

— Já que vai botar tanta porcaria pra dentro, nada melhor que um suquinho, vai?

— Coca Cola. – devolvi em desafio.

A outra não diminuiu o ímpeto.

— Mas vai ficar inchado, moço. Não bebe isso não…

Agradeci à ela pela sinceridade absoluta. Daí que, sedento igual um camelo, mas meio paranóico com o inchaço referido pela mocinha, optei pela Coca Cola pequena.

Depois, ao me despedir, prometi dar para a atendente a faixa de mais sincera do mundo. Se ela não for demitida, evidentemente, em breve entrego o regalo.

Anderson Passos

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