Pernada graúda (1)

Nos meus tempos de Porto Alegre, atravessar a cidade a pé jamais foi problema. E, ontem, cometi a insanidade de achar que por aqui não seria diferente.

Ocorre que apanhei um ônibus perto de casa, o qual imaginei me deixaria perto do trabalho. O mais perto, vim a saber muito depois, era o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, onde eventualmente faço pautas.

Bem, mas o meu objetivo era chegar ao trabalho e assim peguei um ônibus na esquina de casa, na Cardeal Arcoverde.

De repente, quando dei por mim, não estava apenas no bairro do Morumbi, que é enorme, mas fui parar nos arredores do próprio Estádio dos Bambis. De repente, o ônibus esgueirou-se por uma rua e saltei.

Estava exatamente na avenida que desemboca nas proximidades do Shopping do Morumbi, que é a minha referência para chegar ao trabalho. E achei que podia atravessá-la. Daí que comecei a subir a Chucri Zaidan – a tal avenida. E entre prédios suntuosos, pela primeira vez, deparei-me com favelas mais de perto. Elas pareciam encravadas em buracos enormes. Apressei o passo. Devo ter andado por uma hora até chegar ao Terminal João Dias, ainda na zona sul, mas cada vez mais distante do trabalho. Mas não direi tudo por agora: amanhã termino a saga.

Anderson Passos

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Um comentário sobre “Pernada graúda (1)

  1. Lembra qdo fomos na FEBEM (Programa bom menino), procurar uma vaga de office boy?? caiu um caldo em POA, e andavamos por cima do muro…fomos a pé do beira-rio até o Neon abaixo de muita chuva…heheheh
    Aquela tb foi uma pernada graúda…baguala!

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