Belchior

É com um considerável atraso que comento o assunto do final de semana: o suposto desaparecimento do cantor cearense Belchior, veiculado no Fantástico, da Rede Globo.

Evidente que meio mundo deve estar fazendo piada do caso. O trocadilho infame do “perdeu o medo de avião” é o mais óbvio a pipocar pela internet, entre outros gracejos.

O que consigo imaginar é que o valor das dívidas que o cantor contraiu recomendam mesmo um sumiço do mapa. Seja para buscar dinheiro emprestado ou para refletir sobre seus rumos financeiros e profissionais.

Fala-se em volta triunfal, de um sumiço planejado. Pelo bem da música e dos fãs, torço por essa possibilidade.

Tenho um CD acústico do bigodudo e, ao teclar esse textinho aqui, me vem fácil à mente as notas e a letra de Paralelas, onde o cantor, dirá algum piadista, daria pistas sobre o seu paradeiro. “No Corcovado, quem abre os braços sou eu”.

No entanto, o verso de que gosto mais é “em cada luz de mercúrio, vejo a luz do teu olhar, passam as praças, viadutos, nem te lembras de voltar”. Nada mais urbano. Nada mais São Paulo. Nada mais Belchior.

Anderson Passos

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