Macaca de auditório

Admito que devo estar parecendo uma macaca de auditório de tantas menções que faço ao Geneton Moraes Neto. Tudo bem, não me importo. Quem entende minimamente de jornalismo há de convir que se trata de um dos grandes repórteres do nosso tempo.

Numa conversa com o hoje senador Fernando Collor (PTB/AL), o repórter, com perspicácia e tato, fala da jornada presidencial no período 1989-1992, que culminou no impeachment do político.

Digo perspicácia porque Geneton tratou de temas que até então deixavam o ex-presidente absolutamente crispado e, não raro, violento: confisco da caderneta de poupança, os milhões acumulados durante a campanha à presidência e os escândalos que o tiraram do poder. Por conta dessa obsessão dos repórteres, Collor desenvolveu uma aversão cáustica à imprensa, a quem atribui sua queda. Mas Geneton dobrou o homem. Ou, ao menos, teve o tato de manter a fera sob controle. Acompanhem.

Anderson Passos

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