A calamidade

Depois de levar pancada por todos os póros por conta de sua inércia administrativa ante os alagamentos e outros mil problemas da cidade de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), depois de 45 dias de chuva torrencial diárias na pauliceia, finalmente teve uma ideia feliz ao decretar calamidade pública na zona leste da Capital, a mais atingida pelas enchentes.

Me parece que a medida poderia ter sido tomada há mais tempo já que, desde o dia 8 de dezembro do ano passado, a área do Jardim Romano, por exemplo, teve um único dia livre das enchentes. E antes que o povo pudesse comemorar, choveu novamente.

Na prática, a medida fará com que o governo federal entre em campo e envie dinheiro para as obras necessárias para evitar a repetição dessa tragédia diária, assim como pode contribuir para a remoção das famílias que, sem opção, lá se instalaram.

Por aqui, este humilde observador continua a ver aflito à dor impublicável daquela gente pelo rádio e pela televisão, na esperança de que o dilúvio seja piedoso com quem pouco ou nada tem. Mas que siga rigoroso com quem, de seus gabinetes suspensos, segue mergulhado nas águas termais da indiferença.

Anderson Passos

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