Invictus

Como registrei no post de quarta-feira (17/2), o Carnaval não foi lá essas coisas em matéria de agitação. Mas, a gente faz o que pode e o que o dinheiro permite.

Daí que, no sábado (13/2), ante o calor colossal que fazia em São Paulo, me refugiei no ar-condicionado do cinema, onde acompanhei Invictus, de Clint Eastwood.

Outrto dia, um crítico da matéria, na rádio CBN, soltou que o filme era menor do que os anteriores do cineasta, Gran Torino e A Troca.

Concordo em parte. Sou daqueles que se emociona no cinema e, de fato, Invictus não me trouxe o impacto esperado em matéria de “ir às lágrimas”.

No entanto, a atuação de Morgan Freeman, que vive Nelson Mandela na película, é bastante convincente seja na expressão corportal, no sotaque e no timbre de voz que ele empresta ao personagem histórico.

A cena que abre o filme se dá justamente quando Mandela é libertado da prisão. Seguido em carreata, ele cruza uma avenida de Joanesburgo que divisa um campo de futebol – onde negros batem bola – e um campo de rugby – onde brancos se engalfinham.

Quando o pelotão passa, os negros festejam Mandiba (apelido de Mandela), enquanto dois brancos comentam, num tom racista, algo na linha de “agora esse país vai à breca de vez”.

Adelante, a sequência onde o capitão da seleção sul-africana de rugby (Matt Damon) adentra a cela que abrigou – abrigar é bom termo? – também é tocante.

Também são dignas de registro as cenas da Copa do Mundo de rugby, que foi realizada em meados dos anos 90 na África do Sul. Muito embora se imagine desde o início o resultado da disputa, o cineasta consegue uma importante vitória quando, primeiro didaticamente, permite que o espectador não familiarizado com o esporte entenda suas regras.

Outro trunfo é que a fita é capaz de envolver o espectador de forma tamanha que o sujeito se apanha torcendo para o sucesso dos sul-africanos. Eu, pelo menos, torci graúdo e me via simulando rapas e empurrões na poltrona do cinema.

Invictus pode ser um filme menor, algo do tipo Sessão da Tarde, como apontou o crítico da CBN. No entanto, pelo simples fato de ter como a superação do ser humano e sua busca incessante para superar seus limites já vale o ingresso.

Anderson Passos

Anúncios

Um comentário sobre “Invictus

  1. Me parece ser um bom filme mesmo.
    Assisti a outro sobre Mandela dia desses e gostei bastante. Não me lembro o nome (o que acontece comigo frequentemente, quando falamos de filmes e musicas), mas a historia era sobre a articulação do apartheid…todos os envolvidos, até a saida do Mandela da prisão.
    Com certeza esse deve ser um grande filme, e dificlmente passará na Sessão da tarde…infelizmente.
    Bjs Andy!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s