A idade

Desde que vim para São Paulo, lá se vão quase dois anos, venho enfrentando mutações. A primeira é que engordei, embora os meus amigos e amigas paulistas ponderem que deixei o aspecto doentio – como se eu beirasse a tuberculose – para um ar mais saudável. Vou morrer discordando deles, claro.

Outro item da série “beirando os 40”, que surgiu recentemente, foram os cabelos brancos. Desses me orgulho. E acho até que demoraram a aparecer, embora ainda raros. Raros, mas insistentes, registre-se.

Basta ater-se um pouco mais no espelho que eles lá estarão brilhando sob meus cabelos que foram negros na infância, castanhos na vida adulta e, ao que parece, terminarão brancos como a neve.

O mais chocante não é isso. Eu achava que me sentiria o último dos moicanos quando conhecesse alguém nascido nos anos 80. No entanto, o que dizer quando você se depara com uma colega de redação nascida nos anos 90?

Foi a sensação que tive ao deparar-me com uma estagiária do jornal onde trabalho. E acho que, por causa dela, ganhei mais fios brancos no cucuruto. E assim, o quadro só faz avançar. Help me doctor Pitangas!!!

Anderson Passos

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