Profissões invisíveis

Uma série de reportagens veiculadas pela rádio CBN-SP está se debruçando sobre profissões que, em geral, ignoramos. A série radiofônica enfoca nesta semana a rotina dos garis que atuam na Capital paulista.

A reportagem revela, por exemplo, que um dos profissionais acordava precisamente às 4h30min para, depois de viajar de trem e de ônibus, chegar ao trabalho. Nada anormal até aí. O problema é ele relatava que era vítima de preconceito, tanto no transporte público quanto na rua. Com mágoa, o sujeito disse não entender porque as pessoas no ônibus não sentavam no assento ladeado por ele.

Também revelou que, nas ruas, os profissionais são tratados como se não existissem. Nenhum olhar, nenhum agradecimento, nenhuma compaixão, descaso absoluto. Chegando ao cúmulo de os transeuntes atirarem lixo no chão mesmo ante à presença dos garis e de seus cestos de lixo.

Dizem que São Paulo é uma cidade que brutaliza as pessoas. Daí que a queixa do gari pode ter um fundo de verdade. Mas não é só isso. Não pode ser. Soterraram a educação e a solidariedade desse povo, é fato. Visitem o site no link colocado mais acima e ouçam as matérias produzidas pelos repórteres Luciana Marinho e Juliano Dipp. E parabéns aos bravos jornalistas.

Anderson Passos

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