Parkinson’s Theory (3)

Sem saída, tento conviver pacificamente com meus tremores o que, de alguma forma, me faz ter uma série de cautelas em relação à vida em sociedade.

Ir a restaurantes, por exemplo, pode ser desastroso porque corro o risco de virar atração do lugar dado o meu digladiar de garfo, faca e boca.

Grandes festas badaladas também são um complicador porque, quando fico nervoso, os tremores ganham evidência, chegando às faces até. Donde o jeito é evitá-las.

Coletivas de imprensa? Tudo é trágico. Sempre nervoso, sempre trêmulo. Um convite a que os entrevistados se fechem e não respondam coisa alguma.

Vez em quando, com tremores e tudo, talvez indignado com meus limites, saio falando e gaguejando por aí e o pessoal responde. Aí dá orgulho porque, modéstia se me faça, na hora de produzir o texto, ainda consigo articular as ideias com a clareza oral que me falta.

Mas claro que também há situações em que o único jeito é rir de si mesmo. Ajuda muito. No próximo texto explico…

Anderson Passos

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