Aniversário e celebração

Há exatos dois anos desembarquei em São Paulo buscando novos caminhos e oportunidades profissionais. Como em todo o começo de trajetória, a vinda para a Pauliceia teve obstáculos, dentre os quais superar a saudade da família, dos amigos, de quem ficou para trás e que, às vezes, se colocava no presente.

A seguir, como o tempo passasse e pouco acontecesse, um passe de mágica e algum esforço depois, os primeiros contatos profissionais começaram a prosperar.

Aliado a isso, vi na Camila Gaya, a ousada e corajosa menina que aqui me recebeu depois de me “conhecer” pela internet, apegar-se a mim – e eu a ela – de um modo tal que fui ficando naquela casa apesar das loucuras que assisti lá, muitas delas aqui descritas.

Veio a crise econômica no final de 2008 e fiquei sem emprego. E me vi assustado com a possibilidade, ainda que remota, de voltar para o sul. Assim mesmo, com o dinheiro que tinha acumulado, consegui custear o aluguel e a geladeira milagrosamente até que em fevereiro do ano seguinte tudo começou a mudar novamente.

Os freelas deixaram de rarear e, de repente, eu estava novamente na ConJur, onde passara em 2008. Desta feita estava na livraria jurídica deles, mas sem a esperada colocação jornalística da coisa.

Mas quem tem Marina Diana tem mais do que um aliado. Tem um amuleto, uma flor no deserto, uma luz nova, única e renovadora. Daí que, por mágicas dela, fui parar no jornal onde trabalho hoje, com registro em carteira, o primeiro em São Paulo. Isso em pleno mês de agosto de 2009. Mês do desgosto? Só se for para os outros.

Também foi essa pequena notável que tanto me empurrou para outro sonho até então impensável: o de morar sozinho em São Paulo, sonho finalmente construído no último sábado, 1º de maio. E adivinhem quem fez o carreto? Sim, Marina outra vez.

Escrevo essas palavras já da minha nova morada na, infelizmente, nem tão bela região central da Pauliceia, pois que mal cuidada, subestimada e, em especial, suja.

Em tempo digo de minhas despedidas da Vila Madalena. Mas não sem tempo agradeço entre lágrimas e orgulho à Marina porque o impulso que ela sempre me deu foi fundamental para tudo acontecer. Sem ela, seguramente, nada haveria.

Bem, lá no começo do texto eu falava de aniversários. Volto ao tema. Hoje, 3 de maio de 2010, é também o primeiro ano deste blog. Espaço que a cada dia toma mais tempo e que, com os novos fatos, pode ganhar fôlego para mais posts e, quiçá, novos leitores.

Anderson Passos

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