Ensaio e tributo

Se hoje acordo feliz eu me rendo: culpa tua. Se amo tuas trincheiras sempre dispostas a ceder no final das contas, a culpa é meio nossa. Se desespero à tua ausência azar o meu. Se me falta sede, fome ou dinheiro não há de ser nada enquanto eu lhe tiver.

Tenho palavras para longos e infinitos sonetos. Se tenho repertório a causa é você. Se ainda assim, perto ou distante, você me faltar, será momentâneo. As palavras virão às carradas se for por você.

Eis meu pobre moto contínuo, longe do que o Tom e o Edu produziram. Mas que, tocando teu peito, te fazendo arfar, ganharão o mesmo tom, senão pra mais.

Quando cerro os olhos, vejo, sinto, deflagro guerras até lhe ter. Viro rocha, morro, definho, ressuscito com cada movimento seu. Dizer que você é meu milagre não é uma heresia. É constatação. E ponto.

Hora de ir, mas não esquece disso: de que vale a natureza, de que vale a indústria, de que vale a farra, de que vale a dor, de que vale o júbilo sem o teu olhar? Absolutamente nada. Você é toda a minha vida perfeita que eu buscava.

Anderson Passos

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