Escalando o “Everest da desgraça”

Domingo, tempo nublado, eu insone pela confusão que é a saída da boate Love Story a poucos metros aqui de casa. Pois eis que resolvi andar.

Saí pela Ipiranga, andei uns 500 metros pela Consolação e chegando na esquina da Augusta, pensei comigo se não era o caso de desbravá-la. Passava das 9h da manhã. Não precisei pensar muito e comecei a minha escalada ao “Everest da desgraça”.

Uns metros adiante e eu cruzava a esquina charmosa com a Avanhadava, onde fica o restaurante Familia Mancini, o melhor italiano que há por aqui. E, de imediato, tive a bela nostalgia de lembrar dos meus mestres Paulo Torino e Patrícia Weber, com quem dividi a mesa no ano passado. Se algo havia a comemorar foi isso. Depois imperou o inferno.

Caminhando mais adiante, os puteiros ainda cerravam suas portas, centenas de punks e zumbis da noite ainda bebiam nos botecos. Vi um sem número deles no chão. Um caso emblemático foi de um sujeito que estava deitado no chão, enquanto alguém insistia em lavar a calçada. Três outros sujeitos tentaram arrastar o moribundo para que a lavagem do piso se efetivasse. Sem sucesso. Cena deprimente era pouco.

Uns 30 minutos depois eu já estava na Paulista e testemunhei outra maravilha. Mas essa conto amanhã…

Anderson Passos

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