O salto (2)

O salto custou uma grana razoável para quem vive de aluguel. Mas, já que o objetivo era superar um medo terrível, achei que aquela consulta única teria duas consequências, não necessariamente convergentes.

A primeira é que eu poderia morrer, óbvio. Afinal, pode dar problema no avião, o paraquedas não abrir, o pânico se instalar e provocar um mal súbito. Quanta lamera, não? Mas tem a parte boa, claro. A de elevar o medo dantesco ao pó.

A aventura foi agendada para a cidade de Boituva, quem possui várias escolas de paraquedismo. A escolhida foi a Paraquedismo Boituva e o salto agendado para as 13h.

No entanto, mesmo com a chegada antecipada ao local, a demanda de loucos que queria experimentar a viagem era grande.

E uma prima distante da Marina Diana acabou não comparecendo, desfalcando nossa turma. Mas o atraso acabou rendendo a surpreendente inclusão do Wagner Furia, vulgo Wagnão, que, sem surpresa chegou atrasado, mas que incrivelmente se deixou convencer a pular.

Até a chegada dele, eu tinha comigo um medo controlado. Medo que transferi a ele. Passava das 16h (acho), quando vestimos os uniformes e equipamentos.

E fizemos uma viagem bucólica num tratorzinho que puxava uma espécie de carroça de madeira, que levava instrutores e passageiros.

Ao subir as escadas do pequeno avião, comecei a medrar graúdo. Mais sobre essa teimosa sensação contarei amanhã.

Anderson Passos

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