Política e cinema

Não vi – nem pretendo ver – Lula, o Filho do Brasil, de Fábio Barreto. Desconheço quem eram os postulantes à indicação brasileira para o Oscar de filme estrangeiro, mas indicar a fita sobre o início da vida sindical de Luiz Inácio soa politiqueiro, hipócrita, nojento mesmo.

Parece uma tentativa a mais de engolfar o processo de escolha à questão eleitoral. A turma do cinema está sapateando e com larga razão.

Bem, se também o Ministério da Cultura e os órgãos culturais responsáveis pela escolha parecem aparelhados em prol de uma causa política, resta a esperança de que a Academia de Artes e Ciências de Hollywood, em janeiro, não deixe prosperar essa pataquada insossa.

A nossa “inteligentsia” já referida acima e que é responsável pela indicação, sinalizou que o filme é emotivo o suficiente para sensibilizar os jurados da Academia. Quer dizer: a qualidade que se exploda. O que vale é fazer um Forrest Gump tupiniquim e ver no bicho que dá. Para eles, emoção é tudo.

Triste constatar. Mas será mais um ano para invejar o cinema argentino e o cinema alheio em geral porque haveremos de morrer na praia uma vez mais. Desta vez com razão, é sempre bom frisar.

Anderson Passos

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