Insônia inseparável

Eu e minha insônia temos uma relação que vai de conturbada à resignada. De minha parte, claro. Há pelo menos duas semanas a minha fiel companheira não me sai de perto.

O feriado de Finados funcionou como uma espécie de hiato pois que dormi quase que o tempo inteiro.

No entanto, posso afirmar que as duas últimas semanas têm sido desastrosas em matéria de sono.

No momento em que teço essas palavras, enxergando com dificuldade dado o inchaço das minhas olheiras, devo dizer que eram 3h40min de quinta-feira (4/11) quando acordei de um salto.

Não havia barulho que me acordasse, senão o de sempre: gente gritando lá fora, um ou outro carro envenenado detonando a paciência ao passar pela rua, etc.

Fato é que não consegui desligar embora bebesse água repetidas vezes e rolasse na cama sem que nenhuma sombra de cansaço me abatesse. Só às 6h definitivamente ergui-me da cama e cá estamos.

Dormi um bocadinho na parte frontal do ônibus, junto ao motor e às costas do motorista.

Se alguém me aparecesse diante dos olhos agora me ofertando um sono profundo para todo o sempre – fosse mesmo um assaltante de arma em punho o autor do convite – eu toparia.

Eu e minha insônia, essa sombra, estamos num litígio sem precedentes ultimamente. O diabo é que ela sempre impõe sua força. E eu estou cansado de perder a parada e não mais dormir.

Anderson Passos

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