Eu Papai Noel

Como já escrevi aqui, o natal de 2010, a convite dos Diana e dos Mariano da Silva, foi outra vez diferenciado. Eu já me fizera presente na casa dos Diana, em Cotia, em 2008.

O diferencial é que, pela primeiríssima vez, me trajei de Papai Noel (veja a foto) para agradar uma trupe de três moleques e o público presente. Os pequenos eram os sobrinhos da Marina Diana; Beatriz (dois anos) e Guilherme (cinco anos) e ainda o Murilo (mesma idade do Guilherme), filho da namorada do irmão do Ferdinando, Alexandre.

O flash não traduz o olhar do Guilherme diante do Papai Noel

Antes da transformação, a minha preocupação era o espoleta do Murilo, uma vez que ele declarara que tinha pavor do personagem que eu traria à festa natalina.

Beatriz e Gui não me preocupavam porque eu já os conhecia há tempo. A primeira, risonha e falante, o segundo mais tímido, mas já disposto a brincar comigo ultimamente.

Passava das 23h da sexta-feira (24/12) quando me paramentei, ouvi as recomendações dos mais próximos dos pequenos e todos e encarei a platéia que, além dos moleques, tinha minha mãe como convidada especial.

De repente o assombro que eu tinha – o de amar crianças e ter pouco tato com elas – desapareceu e, munido de uma voz aguda, entrei na casa como se tivesse saído de um trenó lotado de presentes.

Encarnando o bom velhinho, fiz graça com a criançada e os adultos. Beatriz, que fora acordada para ver o Papai Noel, estava surpreendentemente tímida.

No entanto, o riso largo e o brilho dos olhos do Guilherme, que se via recompensado por tudo o que fez no ano, me deram muito combustível para fazer graça, para gritar entusiasmado o nome dele a cada presente. E, a cada entregue, ele me vinha aos braços com os olhos e o sorriso radiantes, que eu não esqueço e, confesso, me emociona profundamente.

Como flagrou com propriedade a Marina, o menino ria até dos jargões criados no improviso para os adultos presentes dessa noite inesquecível.

Mas uma vitória foi o fato de o Murilo ter se assustado, e muito, quando entrei na casa.

– Vitória? – perguntará o leitor.

Vitória porque consegui fazer o menino se superar pois, a medida em que eu o chamava para pegar seus presentes, ele foi se desarmando.

Depois de três ou quatro entregas de presente e ele, convidei ao primeiro aperto de mão, que foi a senha que me encheu da certeza de que teria dele um abraço e a perda do medo. Em cerca de dez minutos o menino já me abraçava e se deixava fotografar.

Tudo foi tão bem que as duas famílias já acordaram que em 2011 eu serei novamente chamado às mesmas funções de Papai Noel. E estou até pensando em negociar cachê. Em tempo postarei fotos dessa noite especialíssima e comovente.

Anderson Passos

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