A nossa ‘Thatcher’

Mal chegada ao governo, a dona Dilma Rousseff está dando suas cartas com autoridade. O rigor da governante me lembra até a mão de ferro da senhora Margareth Thatcher. Explico:

Entre outras coisas, a nova presidente já acenou, ainda que subliminarmente, que vai adiante na tentativa de identificar os quadros das forças armadas que participaram das torturas durante o regime militar. Chamou até ministro do Gabinete de Segurança Nacional (GSI) para explicar suas declarações públicas de que ditadura não era algo a se vangloriar ou vitimizar.

Um ponto que me agrada absolutamente está no fato de ela retirar do gabinete presidencial a bíblia e o crucifixo que, soube-se depois, pertenceriam ao antecessor Luiz Inácio Lula da Silva. Aprovo a medida pelo óbvio: o estado é laico. Nada mais lógico e digno de aplauso efusivo.

Também em oposto ao ex-presidente Lula, Dilma tem cumprido sua agenda à risca, atenta rigorosamente horários e protocolos, salvo raras exceções.

Quanto à responsabilização dos torturadores, Dilma dificilmente vai emplacar seu objetivo pois, há quem trate o tema como revanchismo. Além do mais, na forma da lei, estão anistiados criminosos – revolucionários, qual seja – e torturadores. E penso que essa revisão ou tentativa de, tende a ser infrutífera.

Por outra, outros dois importantes desafios a esperam: domar a rebeldia do aliado PMDB e votar um novo salário mínimo que pacifique as centrais sindicais. Vejamos como a presidente se sai.

Anderson Passos

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