Visões da Cracolândia

Por conta de uma pauta na região central, acabei passando pela primeira vez nesses meus quase três anos de Pauliceia na Cracolândia, vizinha à famosa Estação da Luz.

Já o havia feito uma noite dessas, mas de carro. Nessa oportunidade, vi os nóias, como são conhecidos os usuários, a longa distância. Dizer que eram uma centena não é exagero.

Nesta quinta-feira (24/2) passei pela região a pé – o que permite uma observação mais apurada – e, como eram em torno de 10h, não havia aquele enxame de viciados, senão um ou outro perambulando pela rua.

O cheiro de fezes e urina era forte e construções onde os nóias se refugiavam eram só escombros, pois que derrubadas por ordem da prefeitura, numa vã tentativa de afugentar os viciados que por ali perambulam nas madrugadas.

Fiquei alarmado quando um amigo meu outro dia me advertia que a região em que moro hoje – área da Praça da República – era tida como “sede da Cracolândia”, mas os “zumbis” foram enviados para mais longe na gestão Marta Suplicy.

A Cracolândia de hoje, que parece não ter fim e viver num constante mergulho no caos, é uma cidadela cheia de escombros e restos de seres humanos que vagam sem destino e esperança. Uma lástima que não se vislumbre ações efetivas, que os discursos dos políticos, para mudar esse quadro.

Anderson Passos

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