O diabo onipresente

Voltando para casa de ônibus na noite desta segunda-feira (4/4) ouvi um diálogo entre dois fiéis de uma dessa igrejas neo-pentecostais.

A moça dizendo que estava não sei lá aonde e que um grupo se preparava para frequentar uma festa “cheia de perdição”.

Inocente e “iluminada”, claro que ela não foi à farra e criticou o grupo simpatizante de sodoma e gomorra.

Donde o interlocutor da sujeita soltou uma máxima que me fez despertar definitivamente.

– Fulana, sabe o que eu acho? Que o diabo está em todo o lugar sempre espreitando a gente.

Nesse momento me ergui e me dirigi à porta do coletivo para descer, quando a moça – dedo em riste inquisidor – apontava para este escriba.

lisonjeado, conferi que estava algo longe do ponto onde desembarcaria e voltei até ela, estendendo minha mão e proferindo.

– Prazer, sou o diabo. Te espero no inferno.

A mulher tremia enquanto eu desci forjando gargalhada satânica.

Anderson Passos

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