Sangue verde e amarelo

Nesta quinta-feira (7/4), Realengo entrou para o mapa mundi da violência gratuita, que se via pontualmente em universidades da Europa e, mais frequentemente em escolas e universidades americanas.

Wellington Menezes de Oliveira invadiu uma escola e executou a tiros 12 alunos. Podia ter matado mais, mas foi impedido pela ação do sargento Alves, da PM fluminense, que avisado por feridos que escaparam do massacre, feriu o atirador. A seguir o sujeito se matou.

A carta deixada por ele não deixa dúvidas de que primeiro, trata-se de uma pessoa extremamente perturbada e, segundo, e mais grave, há um forte teor neo-pentecostal no texto deixado por ele.

Que pastor terá cegado esse rapaz, é o que me pergunto. Porque, vamos e venhamos, é só ligar a TV na madrugada, no horário nobre, que você encontrará os canalhas pregando bobagens em troca de dinheiro, que alimentará o seu deus que não mora na cruz ou no infinito, como se prega. Reside sim numa nababesca agência bancária.

Com certeza, logo mais, esses mesmos perdigotos ousarão dizer que o demônio tomou o pensamento do atirador num arroubo.

Não, nada disso. Os pastores eletrônicos é que encheram a cabeça desse menino de lixo e eis que ele encampou a sua fatídica e estúpida missão divina. É preciso, desde logo, cassar as rádios e TVs ligadas a essas religiões e cerrar seus templos – autos da vigarice – definitivamente.

Anderson Passos

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