Obra finita

E eis que no final de semana que se foi, lá fui eu dar mais uma ajuda no acabamento da nova casa da onipresente Marina Diana.

Desta feita o cenário era bem outro: a mudança já fora feita na sexta (8/7) e, quando lá cheguei, no dia seguinte, afora uma tensão por conta de um cano desastrosamente furado, os móveis já estavam quase todos no lugar, restando pequenos detalhes.

Digo pequenos e minto. Havia um grande detalhe: para ser mais específico uma senhora laje de concreto adornada por tijolos maciços tinha de ser dizimada, até o transporte definitivo do entulho para longe dali.

Para a tarefa foram destacados eu e o Alexandre – irmão do Ferdinando que, como sabem os mais assíduos, é marido da dona da casa.

Apanhei a picareta e comecei a bater e logo meus tendões cederam em matéria de força e traquejo para tarefa tão árdua. Então veio o milagre, digo, um copo de cerveja que pareceu renovar-me.

A mão ficou mais firme e enquanto eu urrava, a grande peça começou a se quebrar. Se, na parte da manhã, foram precisos três horas para remover a pesada peça maledeta, em menos de uma, ela estava triturada por mim e pelo Alexandre.

Donde, até o Ferdinando admitiu que, se sou meio desastrado para algumas coisas, tenho alguma utilidade na tarefa de destroçá-las.

Então veio o domingo e a tarefa era praticamente pouca. O despertar foi com a mascote da família, Rebecca, invadindo o colchão da sala onde eu dormia e se derramando em urina sob minha orelha à minha descoberta.

Então veio o generoso café, a mais generosa ainda chegada do Orlandinho e família – este irmão da Marina – e dos pais deles. E fez-se o mais caloroso dos dias em matéria de integração familiar e diversão, coisa que assisti com orgulho de ser uma testemunha ocular e uma leve inveja, já que minha família não é tão numerosa quanto a deles.

Não sem tempo, registro que este encontro valeu uma saborosa Chandon – a quem chamo Xandão – da qual eu jamais tivera a chance de provar e está aprovadíssima, naturalmente.

Finalizando, quero dizer que sou um ateu que comete orações a seu próprio jeito. Absurdo não? Quem sabe. Mas estes que estão aí em cima estão entre os meus melhores e mais calorosos afetos.

Anderson Passos

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