Nossa Senhora do Crack

A Igreja Católica é de uma criatividade ímpar para nomear santos que eu, não raro, fico de cabelo em pé. Mas não foi obra de Bento XVI e cia o batizado da santa do título.

Ocorre que um artista plástico, morador da região da Cracolândia, no centro de São Paulo, resolveu por conta e risco esculpir uma imagem que sensibilizasse a turba de zumbis viciados da área. Instalou a santa na rua Apa e, não menos de 24 depois, os viciados acabaram com sua suposta santidade.

Viciados ouvidos por uma emissora de TV ponderaram, não sem alguma razão, que crack que tem nada de santo. Logo, o nome era impróprio.

Para os “doidos da pedra” mais radicais, o problema não era nem o nome e sim a santa testemunhar seus abusos, quiçá.

Enquanto isso os moradores da região, tal como os demais moradores do centro, esperam solução para o flagelo da Cracolândia.

Virá a solução do gabinete do prefeito, do governador, da presidente? Virá dos céus?

Nós que assistimos estupefatos à miséria humana daquela gente – todas vítimas – esperamos ansiosos.

Anderson Passos

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