Um carro nas mãos

No final de semana que se foi lá fui eu à Cotia, recebido pelos meus inestimáveis Marina Diana e Ferdinando.

E, se não lembram, há algum tempo postei aqui que ela me ensinaria a dirigir. Registre-se que Marina guia com destreza e ofensividade que eu jamais vi.

No entanto, a onipresente vive tempos de dinheiro apertado e outros maus bocados e jamais cobrei a aula pelo óbvio. Mas, se a “professora” anda ocupada demais, o meu irmão Ferdinando fez-me a oferta e, à saída do condomínio deles – quando fomos ao supermercado renovar a despensa – iniciou-me na arte do volante.

Como tratava-se de uma ladeira suave, me ative a apenas dosar o pé no freio e rodar por alguns metros.

No entanto, faltava o tesão de acelerar. E, voltando do mercado, paramos numa subida, onde tentei, sem sucesso, sair do lugar. O carro sempre morria por conta da minha confusão com a embreagem.

Dirigir requer uma atenção que eu jamais medira. É preciso ter coordenação motora com os pedais, observar com a mesma atenção os retrovisores e, claro, o que há pela frente. Segundo o Ferdinando, quem dirige precisa sentir o carro e, ao som mais pouco familiar, por exemplo, saber que há problemas.

Donde concluí que dirigir é complexo demais. Ainda não desisti de tentar, mas hoje eu diria que estou inclinado a fazê-lo. Afinal, voltei a beber minha cervejinha e ela e o volante, ao menos na minha visão, devem percorrer caminhos equidistantes um do outro.

Anderson Passos

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