Teatro

Nestes mais de três anos e meio de São Paulo, eu jamais tinha ido ao teatro. Não que a oferta fosse pouca. Pelo contrário: é abundante e de muita qualidade.

Ocorre que quando o elenco de uma montagem tem um ator global, o preço do ingresso encarece muito e fica proibitivo para o meu orçamento. O mesmo vale se o teatro for localizado num shopping ou numa região nobre da cidade.

Mas todo esse meu distanciamento permaneceu até eu folhear o roteiro teatral na semana passada e descobrir quase que um verdadeiro festival em homenagem ao mestre Nelson Rodrigues no vizinho Teatro de Arena, que fica a 5 minutos ou menos a pé aqui de casa.

A peça em questão era o Beijo no Asfalto e, logo ao chegar, constatei feliz que a casa iria encher. Havia jovens em abundância e a pendurar-se no lustre, diria o cronista.

Quanto ao texto, percebi uma certa confusão em situar as cenas em São Paulo: o tal atropelamento que motiva todo o enredo se dá na Praça da Bandeira e a fuga desesperada de Arandir, o personagem que beija o desconhecido em agonia, se dá num hotel no Largo São Francisco.

No mais, o elenco pareceu-me perfeito, exceção ao caricato em excesso, Amado Ribeiro, o repórter que faz do atropelamento uma alaúza dos diabos.

Espero voltar em breve ao Arena e prestigiar mais essa arte colossal que é o teatro. A trupe, cujo nome me escapa e eles hão de me perdoar, promete montar mais e mais peças do notável cronista. E eu quero estar lá para ver.

Anderson Passos

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