Guerra nos muros

Sou um caminhante convicto e pontual. Toda manhã subo ou desço a Rua da Consolação e me embrenho pelo bairro de Higienópolis, vizinho à região central de São Paulo.

No entanto, dia desses, flagrei uma curiosidade mórbida. Ocorre que em pleno muro do famoso Cemitério da Consolação flagrei uma troca de insultos entre punks e ativistas do movimentos gay e negro.

Uma primeira oração sentenciava:

– Era Punk.

Pois lá foram os ativistas completar:

– Era Punk. Oi? Agora é era gay!

Não muito longe dessa pichação havia ainda uma outra, que dizia:

– Punks são gays enrustidos.

Concordo que essa coisa maluca de violência contra gays, negros, minorias enfim deva ser debatida. E amplamente. O diabo é usar o muro de um cemitério. Nesse caso, os dois lados perdem a razão. Ponto para a violência. Uma lástima.

Anderson Passos

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