Água se esvaindo

Tenho feito caminhadas diárias e, no meu roteiro, sempre passo pelo diferenciado bairro de Higienópolis. Digo diferenciado não só pela polêmica do metrô que se viu não faz muito, mas pelo fato de que o lugar difere do resto da cidade no quesito arborização. Difícil dizer que aquele paraíso verde fica numa cidade tão cinzenta e atulhada de prédios.

No entanto, ainda que a abundância de verde seja de fácil constatação, flagrei ainda o seguinte: a cada dez metros que eu percorria, via um funcionário de condomínio lavando a calçada com aquelas mangueiras que fazem jorrar litros e mais litros de água.

Dizem que a prática é ilegal e que redunda até em multa desde que denunciada. E, infelizmente, eu não tinha um celular em mãos para documentar e denunciar tamanho desperdício.

Faria um bem à cidade o prefeito Gilberto Kassab se fixasse em R$ 10 mil a multa a quem fosse flagrado. Eu não hesitaria em ficar horas ao telefone dedurando essa turma que, lá adiante, vai ser a primeira a reclamar que a água está escassa.

Um balde e um escovão ou ainda uma vassourada não seriam o expediente mais razoável para limpar o passeio público? Pelo jeito, a resposta é não. Ao menos em Higienópolis.

Anderson Passos

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