Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho

De muito eu não assistia o Jornal Nacional, um pecado grave para jornalistas, admito. Mas na noite da última sexta-feira (23/3) parei tudo para acompanhar o noticiário da morte do Chico Anysio. Chorei copiosa e absolutamente todas as matérias relacionadas ao fato.

Dizê-lo apenas humorista é um sacrilégio. Chico foi um dos últimos expoentes da arte de atuar de forma inteligente no Brasil. Desde o rádio, criou tipos absolutamente brasileiros.

E foi, sim, um visionário. Não apenas porque, antes de qualquer um, foi o que hoje chamamos de um profissional multimídia, mas porque no seu humor inteligente – e por isso diferenciado – Chico Anysio nos alertou do charlatanismo dos pastores neo-pentecostais que hoje infestam a televisão – e roubam mentes, corações e muito, muito dinheiro. Como não lembrar de Tim Tones e seu bordão “podem correr a sacolinha”? Vejam o vídeo e o quão atual o texto do personagem.

O que dizer então do estupendo Nazareno, o estereótipo do brasileiro que troca a mulher pela empregada, em geral a última sempre mais atrativa que a primeira? Abaixo, Monique Evans, linda, é a convidada e eles dividem a cena com a também genial Leila Miranda.

São apenas dois de um universo de aproximadamente 200 personagens, todos riquíssimos a seu modo. Que o grande Chico descanse em paz e que sua imensa família encontre conforto.

Anderson Passos

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