Feira livre (1)

Sempre tive asco de feira livre. Isso porque, na minha infância distante e feliz, meu avô me levava para as feiras que ladearam por anos o mercado público de Porto Alegre. E eu, mais pequenino que os meus da minha idade, me perdia no meio daquele povo, ainda que não soltasse da mão do meu querido avô.

A pior parte era quando, depois de fazer seus serviços bancários, meu avô me levava então ao Mercado Público e aquele cheiro então horripilante das peixarias me deixava a beira de gorfar enquanto meu avô parava de bar em bar com uma Antarctica a deliciar-lhe a alma.

Anderson Passos

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