Feira livre (Final)

Diante das minhas atividades de babá de cachorro, dada a viagem do meu irmão Everson Passos para o sul, me programei para passar o domingo (24/6) na região do Jabaquara, onde ele reside.

Saí então para comprar alguma coisa para o almoço e cruzando uma rua adjacente dei de cara com uma feira livre que tinha desde roupas, CDs piratas, chegando ao requinte de uma variedade de peixes. Donde eu disse comigo:

– Vou comprar um salmãozinho.

E uma bandeija que me custaria uns R$ 50 num supermercado, saiu-me por R$ 21. Generosa, a senhorinha que me atendeu transformou o pedaço num sashimi recém devorado.

Andei alguns passos mais e ouvi sotaques de diferentes etnias orientais, presente em iguarias e temperos.

Senti o aroma dos pastéis de feira, cuja praça de alimentação improvisada estava cheia. Salivei, mas pensava no meu salmão.

Então, em tom de troça, um feirante gritou:

– Tá tão barato, freguesia, que se não comprar eu vou xingar.

A seguir veio um sorriso de poucos dentes que contagiou sorrisos no entorno. E vim embora nostálgico do pastel de feira e daquele astral único…

Anderson Passos

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