Gladiadores da rua

Não assisto o Ultimate Fighting porque sou mais chegado em boxe. E, em relação ao boxe, não há muitas opções pois que o esporte não produziu mais nenhum lutador de destaque.

Mas, parando à minha janela aqui no centro de São Paulo, é possível ver os verdadeiros Gladiadores do Terceiro Milênio. Exemplo clássico deu-se a poucos minutos, enquanto escrevo este texto.

Ocorre que houve uma correria na noite fria e corri à janela. Lá embaixo, um morador de rua negro, alto, corria e aos gritos, com um pedaço de pau maior do que ele, desafiava seu perseguidor.

– Vem bichona.

O outro corria em perseguição, com um porrete menor. E berrava de volta.

– Tá correndo porque roubou a minha carteira, filho da p#@%.

Então o suposto ladrão correu um pouco mais. O outro tirou a camisa, exibiu suas tatuagens, fez seu merchan, jogou o porrete no chão e desafiou.

– Vem na mão, filho da p@#$.

Diante do exagero cênico canastrão, deixei o bate boca para trás e vim para o computador. E agora vou dormir.

Boa semana a todos.

Anderson Passos

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