Olimpíada: o saldo

Faço um boicote estupendo à TV Record. Simplesmente não assisto porque não dou audiência para bispo de duvidosa trajetória episcopal, para ficar numa razão bem mixuruca. Eu teria outras milhões de razões, mas quem lê o blog é capaz de conhecê-las bem.

Mas eu queria dizer do título: vi exatamente duas disputas brasileiras pela Record: futebol masculino contra Honduras – vitória por 3×2 chorado – e a final melancólica contra os mexicanos – derrota por 2×1 mentirosa, pois que o placar deveria ter sido mais elástico.

E não adianta: não há narrador melhor para um evento dessa envergadura como o Galvão Bueno. Alguém dirá que ele é pé frio e isso é folclore. Galvão não só narrou derrotas, mas também embalou muita vitórias brasileira no esporte.

E, do time da Record a cobrir o futebol, só salvou-se o competente repórter Roberto Tomé. Romário como comentarista deveria fazer silêncio e ser um poeta, nada mais. Do locutor sequer sei o nome. Mostrou-se esforçado, mas fez escapar um “haja coração” na grande final. O locutor ainda queria culpar a arbitragem pela derrota brasílis na final: jamais vi tão cintilante estupidez.

Espero que o Comitê Olímpico Internacional (COI) reveja em 2016 a cessão de direitos de transmissão para a Record, que não redundou na audiência prometida – ainda que o bispo vá tentar esconder isso como quem esconde o dinheiro de seus templos enviado ao exterior.

Anderson Passos

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