Mensalão

A partir do momento em que o procurador-geral da República leu a acusação contra os 38 réus do mensalão onde admitia que seria difícil materializar a participação efetiva de alguns personagens do caso, como o próprio ex-ministro José Dirceu, ficou evidente que o processo investigativo vai mal das pernas no Brasil.

A coisa parece ser feita a partir de ilações, no chute mesmo, em alguns casos. Não escrevo isso de modo a absolver ninguém. Primeiro porque não sou jurista, ministro, advogado, ou nada que o valha. Antes disso: não sou sequer petista ou tucano. Escreve aqui um jornalista e observador. E, vital pontuar: a admissão de incompetência partiu do próprio Gurgel.

Portanto, dizer que o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, é um gênio, que deveria ser presidente do Brasil e o diabo a quatro, enquanto se desqualifica o também ministro Ricardo Lewandowski não passa de revolta popular.

E uma Corte, como o Supremo Tribunal Federal, não está aí para atender a libelos populares. Está aí, antes de tudo, para aplicar a lei. Se a lei é falha, pressione, se é que você lembra, os seus eleitos para mudá-la. E boa sorte.

Anderson Passos

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