Fumacêra

No último sábado (1º/9) eu cochilava no final da tarde quando meu telefone vibrou. Do outro lado da linha Camila Gaya e Paloma queriam saber notícias minhas.

Como a minha voz saísse trôpega, de puro sono interrompido, elas presumiram que eu estivesse bêbado e apliquei peça nelas fazendo a língua tropeçar ainda mais. Assustei a dupla de tal modo que elas foram às lágrimas e bateram o fone na minha cara.

Tornei a ligar para a dupla, desfiz o trote e elas vieram aqui em casa, acompanhadas de dois exus – dois sapatões bizarríssimos. Bebeu-se, fumou-se, falou-se da vida. A casa ficou num cheiro abominável de botequim de quinta e o piso do banheiro, que antes brilhava, à passagem delas, ficou apinhado de pegadas.

Mais importante de tudo isso foi sentir e perceber o carinho de Camila e de Paloma por este humilde navegante. A elas o meu eterno tributo, apesar da zueira absoluta que elas causam.

Anderson Passos

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