O patético e a poesia

Passava das 7h de domingo (2/9) quando um carro tunado emitia um som eletrônico abominável sob a minha janela, na região central de São Paulo.

Refeito do susto que o som alto me dera, corri de imediato à geladeira, apanhei um dos ovos podres de minha coleção dirigida a esse tipo de motorista filho da puta e fui finalmente à janela.

Eu me preparava para formatar a mira quando, súbito, o sujeito baixa o som, um travesti se coloca na janela à direita e o sujeito sapeca aos gritos com voz enrolada.

– Tira o seu pinto do caaaaaaaaaaaaaminho que eu quero passaaaaaaaaaaaar, quero passaaaaaaaaaar, com a minha doooooooooooor.

Cerrei a janela entre risos e livrei o canalha de ter der limpar a podridão de seu cérebro que eu estamparia em seu bólido barulhento.

Anderson Passos

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