Eu vi o meu sobrinho

Eu vi o meu sobrinho,
Em cores de criança e ao vivo.
E, por quase todo o tempo,
ele dormiu inocente e sereno.

Eu vi Heitor
E, curioso, eu me perguntava:
Qual a cor emblemática daqueles olhinhos?
E, num choro desperto, que também me era inédito,
Eis que aqueles olhos negros me sorriram.

E, embalado pela mãe, avós, tios, futuros padrinhos, ele se revezava
Em busca do soninho que a fome lhe teimava em furtar.

Mas, antes que Heitor voltasse aos braços do sono,
Lá fui eu conferir aqueles olhos
E, ao ouvir a voz estranha desse Tio Gaúcho
Os olhos que se entregavam, arregalaram outra vez

Os mesmos olhos que agora me sorriem em fotos
Os mesmos braços erguidos como a reger uma orquestra
Maestro Heitor
Obrigado, sobrinho dos sonhos

Anderson Passos

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