Elvis in Concert

Nos últimos dois meses, me mobilizei junto aos meus parcos canais para ver se conseguia um ingresso para assistir ao Elvis In Concert no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Mas dizer que me esforcei por esse tempo todo, reconheço, era forçar a barra.

Ao saber que um ingresso poderia custar R$ 800, desisti de vez tendo em vista que eu jamais teria esse dinheiro. E o anúncio do jornal ainda me estapeava a cara: os R$ 800 eram uma oferta imperdível. Perdi, claro.

Consolei-me indo à exposição Elvis Experience, relatada neste humilde blog. O tempo foi passando, o trabalho tomando boa parte do meu tempo e sublimei o assunto em algum lugar do meu inconsciente.

Há duas semanas, no entanto, o meu irmãozão Orlando Diana Júnior, o Orlandinho, escreveu-me dizendo que tinha dois ingressos e me perguntando se eu faria o sacrifício de acompanhá-lo. Só deus sabe o que vibrei e chorei.

Daí que, na última terça-feira (9/10) à noite, lá estávamos nós no Ibirapuera, sob o patrocínio da nossa mama Walkyria Diana, que presenteou o Orlandinho com os bilhetes pelo aniversário dele. Volto aos dois ao final.

O show é eletrizante. Abre com o arranjo de Assim Falou Zaratrusta, trilha de 2001, Uma Odisséia no Espaço e uma explosão de luzes que leva à See See Rider. O telão exibe Elvis à beira do palco como a cumprimentar a fileira da frente.

Parte da banda é a mesma que acompanhou Elvis nos cassinos de Las Vegas nos anos 70. James Burton, 73, empolga nos solos. A primeira parte da apresentação tem precisamente uma hora.

Após 40 minutos de intervalo, a trupe volta: e com eles os sucessos Suspicius Minds, My Way, Polk Salad, entre outros. Em My Way contive o choro no osso do peito. Can’t Help Falling in Love fecha a apresentação espetacular. E o aviso da banda, de que Elvis Has Left Building, ou tinha ido embora, era a senha também para o público partir.

Eu e Orlandinho saímos do ginásio acompanhados do único famoso que eu identificara na plateia: o cantor Angelo Máximo. Diós mio.

Volto aos Dianas. Antes da apresentação, o ator Cássio Reis subiu ao palco para elogiar os patrocinadores da empreitada. Donde disse ao Orlandinho:

“O meu aplauso vai só para Walkyria Diana”.

Sim, porque quem gastou com os ingressos foi ela. Porque quem leu meus posts no Facebook emocionados por ver a exposição foi ela. Porque ela e Orlandinho foram responsáveis por um dos shows mais importantes da minha vida. Porque, por mais que eu me esforce, eu jamais poderei traduzir em palavras o quão bem e feliz eles me fizeram.

Mama Wal, receba de joelhos, o meu mais humilde tributo. E você, Orlandinho, o meu mais forte e vibrante e emocionado abraço.

Anderson Passos

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