Olhares que valem o dia

Dia desses eu subia a Rua da Consolação, como faço ao longo dos dias com minhas caminhadas, quando, ao me aproximar da praça que leva ao cemitério famoso da via, o farol fechou.

Ouvia som no meu Ipod e, olhando ao redor, vi que uma mãe com uma criança de colo, que devia ter um ano ou algo mais, passou da minha esquerda para a direita, postando-se ao meu lado.

Ato contínuo, o bebê, de brilhantes olhos azuis, me acenava com a mão direita efusivamente e exibia um lindo sorriso ainda sem dentes. A mãe ria também e acenei de volta. O farol abriu e lá fui eu apressar o passo. Em seguida eu estava na calçada do cemitério e os jacarandás despejavam flores numa cena que guardo em slow motion como símbolo de um momento feliz demais.

Anderson Passos

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