Carnaval

Já fui simpático ao Carnaval. Mas a idade chega, a barriga cresce, os cabelos ficam brancos e o saco enche.

Normal verificar que mesmo semanas antes do feriado, blocos tomam as ruas da Pauliceia, em especial a Augusta. Fosse o fenômeno restrito aos finais de semana e tudo bem.

O diabo é quando, em plena segunda-feira, um bloco se reúne na Teodoro Baima, a pouquíssimos metros de onde moro com um som e uma música ensurdecedores. O Carnaval, salvo raríssimas exceções – e elas me fogem – faz dos ouvidos de alguém com certo discernimento um depósito de lixo.

O tal bloco, que não sei nominar, toca de Ilariê a outras porcarias do maledeto axé baiano. Se houve avanço, é apenas um: ou mudaram a vocalista ou ela finalmente aprendeu a cantar. Ano passado, a desafinação fazia meus olhos e ouvidos sangrarem. Hoje o coração me sangra. Todos os blocos deveriam ser obrigados a tocar apenas marchinhas. E num volume aceitável.

Anderson Passos

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