Tecnologia

Meu irmão é um jornalista que vivia até bem pouco na era da pedra sabão. Isso porque ele jamais teve um computador. Sabedor de que ele vivia na era analógica, cheguei a oferecer um PC que tenho aqui em casa comigo para tirá-lo do atraso. Meu erro foi ter pedido em troca uma de suas três – agora quatro bicicletas.

– Só a roda da minha bike custa R$ 1 mil. – argumentava ele com empáfia. Daí que desisti do projeto de salvar minha saúde e de trazê-lo para o futuro.

Recentemente, na idade dele a Porto Alegre, minha generosa mãe deu-lhe um notebook e ele ficou abestalhado. Ela já me confessara o plano e eu apoiei. Afinal, meu PC foi presente dela também. E custou bem caro.

Daí que quando o homem voltou a São Paulo, tinha um sorriso de face a face. Tirei o notebook de uma bolsa de borracha bem acabada – que ele comprara para acondicionar o brinquedo – e comecei a fuçar.

Então ele me sapecou:

– Tira a bateria e liga. Não vamos gastar energia.

Foi duro explicar ao meu irmão que um notebook não funciona sem a bateria – desde que devidamente carregada na eletricidade – mas depois de uns bons minutos, acho que o convenci.

Ah, sim, menos pela aula de computação e mais pelo fato de que fui babá dos três cachorros dele por uma semana, ele prometeu-me uma bicicleta usada de presente. Oremos.

Anderson Passos

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