Cerimônia de posse (2)

No metrô, não desgrudei a Flecha. Mas descer as escadas da estação com ela no colo foi demais. As minhas pernas quase cederam. Só quando as escadas foram superadas que fiquei mais tranquilo.

Cruzei a catraca – meu irmão pagou a passagem – e, adentrado o último vagão, regra padrão no metrô, eu pensava comigo:

– Descer no Paraíso ou na Sé?

Fato é que eu desceria antes para rodar um pouco mais.

Desci na Sé. Saindo de lá comecei a pedalar pelas imediações do Pátio do Colégio, chegando à Líbero Badaró. Subindo a Líbero, quase tive um treco. E olha que era uma subida leve. Sequer me lembrei que a Flecha Prateada tinha marchas. Bastava trocá-las e sofrer menos, quiçá.

Cheguei então à Prefeitura, no Viaduto do Chá, rodei cauteloso e confiante entre o público na Barão de Itapetininga, passando a seguir pela Praça da República para, finalmente, chegar em casa.

Esse pequeno trajeto me deu muita confiança, talvez porque distante do olhar crítico do meu irmão.

Mas a grande estreia da Flecha Prateada ainda estava por vir.

Anderson Passos

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