Bicicleta

Deixa que agora eu vou andar de bicicleta.
Me equilibrar, rodar, rodar, na linha certa.

Deixa que agora o tempo corre, finalmente,
como as rodas da bicicleta.

Deixa que, vez em quando, as ruas serão livres,
como artérias de um coração dilacerado refeitas.

Deixa que agora eu vou andar de bicicleta
e ser feliz à beça.

Deixa que agora não tem mais dilema.
Vou ganhar as ruas, a TV, o cinema, sobre a bicicleta.

Agora eu vou poder chegar no novo amor.
Porque agora é possível ter mais pressa
conduzindo a minha nova bicicleta.

Chega de luto, de esconjuro, de mágoa.
Lá vou eu de bicicleta e minha garrafa d’água.

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