O velho e o mar

Há quatro anos não via o mar. Até que veio a oportunidade.

A praia, de orla generosa, se oferecia quase deserta num final de tarde de luzes rosadas. Me pus a andar.

Não fiquei de frente para o mar. Não quis afrontá-lo. Preferi andar, fixando-o de lado vez em quando.

Cenas de outras marés me vieram, marés invadiram-me os olhos e teimaram inundar o rosto feito tsunami.

De lado para o mar, molhei os pés invejado daqueles que podiam se banhar.

Andei duas horas aproximadamente. O dia indo embora, os navios lá longe e suas luzes de cidades flutuantes.

Despedi-me da orla generosa e investi num largo calçadão para voltar ao hotel. Finalmente feliz, pacificado pelo som do Atlântico e com o compromisso firmado de não me distanciar tanto do oceano.

Anderson Passos

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