Ativando protetores de ouvido em 3,2,1… (Final)

Pasmem o que escreverei a seguir, mas a armadilha mais letal do meu sono traz a assinatura do poder municipal de São Paulo. Ela já vinha se engraçando a algum tempo, mas agora tornou-se cruel, fatal.

Ocorre que exatamente às 6h30min de todas as manhãs – portanto, também nos finais de semana – um caminhão pipa com água reaproveitada encosta nas imediações do meu prédio. Exatamente às 7h, o motorista, auxiliado por um funcionário na parte externa, inicia a lavagem da rua para minimizar o acúmulo de lixo, em especial restos de comida de estabelecimentos comerciais.

A operação, no entanto, redunda em sacrifício para os moradores dado que o barulho é muito mais irritante do que a broca de um dentista, por exemplo. Supera de longe a gritaria de travestis e clientes mal-amados ou em desamor.

Se tivesse um só pedido a fazer à prefeitura de São Paulo, eu faria um modestíssimo: tragam de volta a varrição e a eventual cantoria ou preguiça dos operários da limpeza.

Seria mais silencioso, seria um alívio, seria restituída uma leve paz aos atormentados moradores do meu pedaço.

Anderson Passos

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