Ela desatinou (1)

Recentemente, inconformada, ela disparou contra mais um dos meus presentes caros que eu me dera. Falou semanas, xingou, soltou até palavrão. Quase me nocauteou. Mas o mundo dá voltas, ainda que ela esqueça disso.

Em passeio recente, ela tomou tempo e paciência mais do que dobrados. Numa loja dedicada ao cultivo de plantas, foram-se horas até que ela escolhesse vasos, adubo, flores, mudas. Em cada novo espaço percorrido, uma nova dúvida ou indecisão à tomava. E como um homem pode opinar sem conhecer nada de botânica?

Então rumamos para Embu das Artes, cidade turística do interior paulista. Dessa vez ela procurava uma mesinha e cadeiras para decorar um espaço externo do apartamento. Paramos em pelo menos dois quarteirões cheios de lojas de móveis, muitos caros, raros com preços acessíveis. O salto: um elefante de porcelana.

Ao chegarmos ao centro, veio o desatino. (continua)

Anderson Passos

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