Ela desatinou (Final)

Muitas horas mais tarde, já era noite e desembarcamos na casa dela. Depois de subir a escada maledeta carregando peso, a luta foi se esquivar de bagunça para, mais ou menos, tentar ordenar as plantas, os vasos, as banquetas e os polêmicos quadros, claro.

E eis que entre um cigarro e outro, e duas Stelinhas que me fizeram finalmente descansar a mente, a bela começou, na parte externa do apartamento, o processo da preparação das mudas e da terra para a plantação que viria a seguir.

Depois, de volta à sala, ela ordenava as banquetas, que de fato combinaram com o ambiente. Sugeri a ordenação dos quadros menores numa parede, até que tiramos da embalagem a polêmica pichação disfarçada de arte. Na parede já havia prego e pimba, lá estava a parede grafitada.

No fim das contas celebramos. Ficou com o espírito jovem, inconstante, inconteste, colorido, meio atabalhoado dela. Estirado no puff em forma de poltrona, sugeri que ao lado da obra recém adquirida, outros dois quadros que vimos no Embu lhe fariam graciosa e precisa companhia. Peças igualmente caras, registre-se.

Quando mais dinheiro em penca vier, já estou vendo a pequena mobilizando a tropa para voltar ao Embu para levar horas e adquirir as peças complementares.

Anderson Passos

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